top of page

Reconhecimento de firma e autenticação: quando é obrigatório e para que serve

Foto do escritor: Murilo Dominguez
Murilo Dominguez
9 de set.
3 min de leitura



Tanto em situações comuns da vida civil quanto em atividades jurídicas e empresariais, frequentemente surge a necessidade de comprovar a autenticidade de documentos e assinaturas.


Para atender a essa finalidade, existem dois procedimentos cartorários bastante utilizados: o reconhecimento de firma e a autenticação de documentos.


Embora muitas pessoas confundam esses procedimentos, cada um possui finalidade própria e desempenha papel importante na segurança das relações jurídicas firmadas perante órgãos públicos, empresas e particulares.


O que é reconhecimento de firma


O reconhecimento de firma tem como finalidade confirmar que a assinatura constante em determinado documento pertence, de fato, à pessoa que o assinou.


Esse procedimento é realizado em Tabelionato de Notas e pode ocorrer de duas formas.


Reconhecimento de firma por semelhança


No reconhecimento de firma por semelhança, o tabelião compara a assinatura presente no documento com a assinatura existente no cartão de firmas arquivado no cartório.


Após verificar a compatibilidade entre elas, o reconhecimento é realizado.


Reconhecimento de firma por autenticidade


No reconhecimento de firma por autenticidade, o procedimento é mais rigoroso.


Nesse caso, a pessoa deve comparecer pessoalmente ao cartório e assinar o documento na presença do tabelião, que certificará a autenticidade da assinatura.


O que é autenticação de documentos


A autenticação de documentos possui finalidade distinta do reconhecimento de firma.

Nesse procedimento, o cartório certifica que a cópia apresentada reproduz integralmente o conteúdo do documento original.


Após a conferência entre o original e a cópia, é emitida certificação declarando a autenticidade da reprodução, permitindo sua utilização válida em diversas situações.


Qual a finalidade desses procedimentos


Tanto o reconhecimento de firma quanto a autenticação de documentos têm como objetivo proporcionar maior segurança jurídica às relações civis, empresariais e administrativas.


Esses procedimentos contribuem para:


  • reduzir riscos de fraude;

  • evitar falsificações;

  • diminuir discussões futuras sobre a validade de documentos;

  • aumentar a confiabilidade dos atos praticados.


Reconhecimento de firma e autenticação são sempre obrigatórios?


Apesar de serem procedimentos bastante comuns, nem sempre sua realização é obrigatória.

A promulgação da Lei nº 13.726/2018, conhecida como Lei da Desburocratização Administrativa, reduziu diversas exigências relacionadas à autenticação de cópias e ao reconhecimento de firma em procedimentos administrativos perante a União, Estados e Municípios.


Com isso, em determinadas situações, os próprios servidores públicos passaram a ter competência para validar cópias e assinaturas, dispensando a necessidade de comparecimento do cidadão ao cartório.


Situações em que os procedimentos ainda podem ser exigidos


Mesmo com a redução de exigências cartorárias, ainda existem hipóteses em que o reconhecimento de firma e a autenticação permanecem necessários.

Isso pode ocorrer por:


  • exigência legal;

  • previsão contratual;

  • necessidade de reforço da segurança jurídica do ato.


Entre os exemplos mais comuns estão:


  • contratos bancários;

  • contratos imobiliários;

  • procurações públicas;

  • documentos que exigem formalidade específica.


A importância da segurança jurídica nos documentos


Embora a legislação tenha buscado simplificar procedimentos e reduzir custos para os cidadãos, o reconhecimento de firma e a autenticação continuam sendo instrumentos relevantes para proteção das relações jurídicas.


Esses mecanismos aumentam a segurança e a confiabilidade dos documentos, além de contribuírem para a prevenção de fraudes documentais.


Compreender a finalidade e as hipóteses de obrigatoriedade do reconhecimento de firma e da autenticação de documentos é importante para evitar problemas futuros relacionados à validade de documentos e negócios jurídicos.

A análise das exigências aplicáveis em cada situação concreta pode contribuir para maior segurança jurídica e para o adequado cumprimento das formalidades necessárias.

Este conteúdo possui caráter exclusivamente educativo e informativo, não substituindo análise individualizada do caso concreto. Por Murilo Dominguez


Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não substitui a análise jurídica específica de casos concretos.


 
 
 

Comentários


bottom of page